Texto de Hernandes Dias Lopes
O apóstolo Paulo já havia passado por muitos dissabores desde a sua conversão. Fora perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém e abandonado em Tarso.
Na primeira viagem missionária foi apedrejado em Listra: e na segunda, foi preso e açoitado em Filipos. Na terceira viagem, enfrentou feras em Éfeso; e, ao levar uma oferta para os pobres da Judéia, foi preso em Jerusalém.
Seus compatriotas, enfurecidos, resolveram tirar-lhe a vida. Diante da conspiração dos judeus e da covardia do governo de Festo, Paulo apelou para ser julgado diante de César, em Roma. Na capital do Império, o veterano apóstolo enfrentou duas prisões. Da primeira conseguiu sair liberto, mas da segunda só saiu para o martírio.
Mesmo sabendo que a hora da sua morte havia chegado, não se intimidou. Não havia recebido de Deus espírito de medo, mas de poder e moderação. Não tinha medo de morrer, pois sabia em quem havia crido e para onde estava indo. Não caminhava para um patíbulo de morte, mas para a coroação.
Com santa ousadia e com audácia inabalável, Paulo escreveu:
"Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia."
I Timóteo 1, 12
Bendita certeza! Gloriosa convicção!
Gotas de consolo para a alma.
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